Flávio Verão Dourados – A solução para a crise financeira da saúde pública de Dourados pode sair ainda hoje em reunião entre os técnicos dos ministérios da saúde e educação, Prefeitura de Dourados e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Desde ontem, eles estão discutindo no auditório do HU a transferência da administração do hospital à Universidade. “Ou vai ou racha”, disse o prefeito Laerte Tetila, dizendo que irá tomar medidas drásticas se não houver solução. O seminário, que reúne ainda técnicos da Secretaria de Saúde do Estado e da Fiocruz, entidade que promove junto a UFGD a criação de uma Fundação Estatal – nova forma de gestão hospitalar -, tem como tema de discussão “Planejamento estratégico para o HU UFGD”. Segundo a diretora administrativa do HU, Dinaci Ranzi, entre as principais propostas do hospital está as vertentes para trabalhar com a alta complexidade e otimização dos recursos visando criar um novo padrão de financiamento. Ela disse que são quatro os eixos de trabalho durante a reunião. O prefeito Tetila se diz “super otimista” com a reunião de ontem no período da manhã, já que a saúde não tem outra alternativa para resolver o impasse financeiro. Caso não saia nenhuma resposta dentro de 30 dias, prometeu reduzir ainda mais os leitos do HU. No mês passado dos 177 leitos, o hospital fechou 63 e demitiu 40 funcionários. O prefeito preferiu não falar em números, mas afirmou que caso ocorra outras reduções, o atendimento irá afetar principalmente a região. “Já falei pessoalmente com os ministros José Temporão, da Saúde, e fernando Haddad, da Educação, como também fiz reuniões com o governador André Puccinelli e todos eles apotaram que a transferência do HU à Universidade é uma questão de prioridade para a saúde”, disse o prefeito, suplicando que alguma alternativa deva ser tomada com urgência. O Hospital Universitário tem uma divída de R$ 5 milhões com fornecedores e segundo o prefeito, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que as contas estejam em dia até o final do ano, quando encerra o seu mandato. Sem dinheiro para honrar a dívida, disse que irá justificá-la por conta da falta de apoio dos governos do Estado e federal. Em contrapartida, cumprindo a lei, estaria na “obrigação” de reduzir os leitos do HU para quitar as despesas. (fonte: jornal O Progresso – 29.04.2008)

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