Continua sem acordo entre a Prefeitura Dourados e Hospital Evangélico (HE) para gerenciar os hospitais de Urgência Trauma (HTU) e da Mulher (HM). As irregularidades constatadas pelo MPE (Ministério Público Estadual) no contrato de compra de serviço apresentado na última reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS), na última segunda-feira impedem um fim para a novela. No entanto, a Prefeitura não teria desistido de firmar um acordo para que o HE possa gerenciar os hospitais. Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, ontem à tarde, o prefeito Ari Artuzi (PDT), o secretário de Saúde, Edvaldo Moreira e o adjunto, Dilson Deguti, além da diretoria do HE, tiveram um encontro à porta fechada para tratar o assunto. A reunião no Conselho Municipal de Saúde (CMS), marcada para acontecer ontem à tarde, foi adiada a pedido da Prefeitura até que sejam elaboradas outras propostas para atender as exigências do MPE, segundo a Assessoria de Imprensa. A próxima reunião do CMS para tratar do assunto, está marcada para dia 11 de fevereiro. Mas, segundo o promotor de Justiça, Paulo Zeni, para o HE atender as exigências terá que contratualizar com o Sistema Único de Saúde (SUS), pois ocorrerão fiscalizações permanentes, como exigem as normas. “O que estava sendo feito era apenas um mero contrato de compra de serviço, sem fiscalizações ou garantias que os atendimentos seriam melhor do que já existe”, afirmou Zeni. O promotor acrescentou ainda que a interferência do MPE aconteceu para evitar problemas no futuro. Ele lembrou de outras irregularidades cometidas na saúde pública que hoje são investigadas, exatamente por falta de um plano operacional que garantisse isso. O promotor lembrou que os conselheiros municipais de Saúde têm papel fundamental. “São eles que têm o poder nas mãos de aceitar ou não os acordos, por isso, decidimos interferir para pedir precaução”, ressaltou. Na última reunião do CMS, realizada na segunda-feira passada, onde provavelmente seria deliberado sobre o contrato entre HE e Prefeitura, os promotores, Paulo Zeni e Cristiane Amaral Cavalcante, chegaram de surpresa na reunião – onde participavam o secretário municipal de Saúde e conselheiros – e tiveram conhecimento do teor do contrato. Em rápidas analisadas, os promotores constataram diversas irregularidades e lembraram os conselheiros sobre poderes que eles têm com a saúde pública. Os promotores prometeram acompanhar passo a passo das negociações entre prefeitura e HE. O presidente do CMS, Wilson Cezar Medeiros, disse que aprovou a presença dos promotores na reunião de segunda-feira, já que eles puderam esclarecer diversos pontos importantes sobre o acordo entre a Prefeitura e HE. “Foi muito esclarecedor, pois alguns conselheiros estavam em dúvida e, certamente, não iriam aprovar o contrato da maneira como estava. Esperamos que os promotores nos acompanhem nestas negociações”, afirmou Wilson. REUNIÃO – Ontem à tarde, diversos representantes da Associação Médica de Dourados, não sabendo do adiamento da reunião do CMS, marcada para às 17h, permaneceram na frente da sede (na rua Toshinobu Katayama – perto do Clube Nipônico), aguardando os conselheiros. Um dos integrantes da Associação Médica, o ex-vereador Eduardo Marcondes (PMDB), criticou a atitude do CMS, em não comunicar o adiamento. Ele disse que algumas pessoas ficaram esperando mais de uma hora no local. “Temos Conselho Municipal um representante de peso da sociedade, e situação como essa, nos sentimos desprestigiados e desprotegidos”, observou Marcondes. A reportagem do O PROGRESSO tentou falar com o presidente do CMS, Wilson Cezar Medeiros, ontem, por volta das 18h, mas o telefone celular não atendeu. (fonte: jornal online Midiamax News – 30.01.09)

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