Karine Cortez Após duas mortes por meningite bacteriana ocorridas em Campo Grande num intervalo de oito dias, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) começa a mapear o tipo de bactéria que esta circulando na cidade. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o trabalho está sendo realizado pelo Instituto Adolfo Lutz e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Sesau, com o objetivo de desenvolver vacinas contra a meningite específicas para cada região. “A Fiocruz está trabalhando nessa pesquisa em nível nacional. Em cada região há um tipo de bactéria circulando”, enfatizou o secretário. A Sesau mobilizou-se na tarde de ontem e se reuniu com a comissão de vigilânia em saúde que atua nos hospitais da Capital para distribuir kits de coleta do liquor – líquido retirado da espinha através de pulsão que diagnostica o tipo de meningite – e orientar como deve ser feita a coleta. “O pessoal da vigilância terá que coletar maior quantidade de liquido e distribuir em vários frascos, acondicionar de forma adequada para encaminhar ao Instituto Adolfo Lutz. Por isso realizamos a reunião, para orientá-los”, disse Luiz Henrique. No entanto, o secretário ressaltou que não há motivos para alarde, mesma opinião do coordenador dos postos de saúde da Capital, Eduardo Cury. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também se manifestou, através do diretor de Vigilância em Saúde, Eugênio de Barros, afirmando que não existe “surto” ou “epidemia” de meningite em Mato Grosso do Sul. “Somente no ano passado registramos 269 casos de meningite no Estado, sendo que 140 não foram especificados. Portanto, a vacina oferecida na rede particular não protege 100%, é uma falsa segurança”, ressaltou Eugênio Barros. Conforme a SES, em todo o Estado quatro pessoas morreram este ano vitimas da meningite. Ambientes onde há aglomerações e o tempo frio aumentam o risco de proliferação da meningite. “O frio é um problema porque as .pessoas permanecem muito tempo em ambientes fechados sem deixar o ar circular. Já as aglomerações também são risco, o cidadão que entra num elevador, por exemplo, com mais três pessoas, sendo que uma delas está com meningite, corre o risco de : ser contaminado”, enfatizou Eduardo Cury. (fonte: jornal Correio do Estado – 23.07.2008)

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