Fernanda França Representantes do Ministério da Saúde estiveram hoje em Campo Grande e definiram regras para que o Hospital de Trauma da Santa Casa abra suas portas no fim do ano que vem. Na prática, foi firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) regulando o funcionamento da unidade, que inicialmente foi projetada para ser uma maternidade e sofreu alterações arquitetônicas e de finalidade. Uma das exigências do Ministério da Saúde é que o hospital atenda somente pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O TAC tem prazo de 10 dias para ser efetivado. Na seqüência, será assinado um Termo Aditivo, formatado pelos técnicos do Ministério da Saúde. Segundo a representante do Departamento de Avaliação e Regulação do Mistério da Saúde, Cleusa Bernardo, o termo define cronograma e finalidade da unidade e garante que as regras definidas sejam cumpridas até o término da obra. Conforme o prefeito Nelsinho Trad (PMDB), o objetivo é “definir o fluxo de atendimento, garantir a efetiva aplicação dos recursos e resguardar o patrimônio público”. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a expectativa é que a licitação seja assinada pelo ministro José Gomes Temporão, que vem a Mato Grosso do Sul no dia 17 de novembro. A previsão é que a obra comece em janeiro de 2010 e seja entregue no fim do mesmo ano. Cerca de R$ 3,7 milhões já haviam sido liberados pelo Ministério da Saúde, que destinou agora outros R$ 3,2 milhões para conclusão do projeto, totalizando R$ 6,9 milhões. Destes R$ 3,7 milhões, cerca de R$ 1,5 milhão já foi utilizado no projeto anterior, a obra da maternidade. Por conta de toda a confusão de mudança de projeto, e embargo da obra, a Santa Casa teria que devolver todo este dinheiro já empregado. Porém, após uma auditoria, foi constatado que parte da construção pode ser aproveitada, e o valor que terá de ser devolvido caiu para R$ 240 mil. Alívio – A expectativa é que o Hospital de Trauma desafogue o Pronto Socorro da Santa Casa. Segundo Mandetta, os traumas leves devem ser encaminhados para outras unidades de saúde, ficando apenas os acidentados graves para serem atendidos na nova ala. A seleção dos locais de atendimento será feita pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e pela Central de Regulação. O Hospital de Trauma ficará diretamente ligado à Santa Casa por uma passarela. Portanto, utilizará de grande parte de sua estrutura, como cozinha, banco de sangue e laboratórios. Ao todo, serão 128 leitos, sendo 10 deles de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Também serão construídas 6 salas cirúrgicas, desocupando 5 no prédio da Santa Casa, hoje utilizadas para tratar de politraumatizados. O Hospital de Trauma abrigará especialidades envolvidas principalmente no tratamento de acidentados, como neurocirurgia, ortopedia, cirurgia torácica e bucomaxilofacial. A unidade contará com salas de estabilização, centro cirúrgico e centrais de imagem, como tomografia e radiografia. Hoje, a Santa Casa realiza cerca de 800 cirurgias por mês relacionadas a trauma, que agora passarão a ocorrer em local específico. De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi, seriam necessários cerca de R$ 8 milhões para equipar um hospital deste porte. Entretanto, alguns equipamentos já estão disponíveis para uso, garantidos por meio de convênio com o INTO (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), o que deve reduzir este valor. “Já temos dois intensificadores de imagem, camas elétricas e camas cirúrgicas radiotransparentes, entre outros equipamentos”, detalhou o secretário Luiz Henrique Mandetta. Ainda precisam ser adquiridos equipamentos de informática, de tomografia, raio-x digital, leitos, camas e suporte para soro, entre outros materiais. Contratação – Mandetta explicou que seria necessária a contratação de pelo menos 500 profissionais para a nova unidade, já que a média é feita com cerca de quatro trabalhadores para cada leito. Entretanto, como o Hospital de Trauma utilizará grande parte da estrutura da Santa Casa, este número deve ser menor. Mandetta disse que a nova ala da Santa Casa deve reduzir o número de mortes por trauma, a quantidade de pessoas sequeladas após acidentes e até o número de aposentados por invalidez. “Campo Grande é uma Capital com muitas motos, muitos acidentes e muita violência. A maioria acidentes acontece com jovens entre 20 e 39 anos, grande parte do sexo masculino, e é este público que vamos atingir”, detalhou. A reunião que definiu os detalhes da nova unidade aconteceu no gabinete da Esplanada e contou também com a participação do coordenador da bancada federal, deputado Waldemir Moka (PMDB), da promotora de Justiça, Sara Francisco da Silva, dos procuradores da República, Felipe Fritz Braga e Ramiro Rockembach, do diretor clínico da Santa Casa, Carlos Barbosa, do vice-diretor, Luiz Alberto Karamura, do secretário adjunto da Sesau, Leandro Martins, do procurador do Trabalho, Jonas Ratier Moreno e do diretor administrativo da Santa Casa, Salim Cheade. Também estiveram presentes os seguintes representantes da Fundação Nacional de Saúde: Raimunda Nina Carvalho, Luiz Carlos Cury e Sílvia Banbokian. (fonte: Campo Grande News – 06.11.09)

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