O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) reuniu, no dia 20 de outubro, membros da Sociedade Sul-mato-grossense de Otorrinoralingologia para debater as necessidades e preocupações dos médicos que atuam nessa especialidade. O objetivo, conforme o conselheiro Antonio Carlos Bilo, é aproximar as sociedades ao CRM-MS, para que o Conselho possa atuar com mais efetividade nas questões específicas de cada especialidade. Foi o terceiro encontro com as sociedades de especialidades realizado este ano. Em setembro, o CRM-MS reuniu-se com a Sociedade de Dermatologia e no início de outubro com a de Cardiologia. O próximo acontece no dia 10 de novembro com a Sociedade Sul-mato-grossense de Oftalmologia. Durante a reunião, os profissionais tiraram dúvidas sobre o que é ético ou não, do ponto de vista do Código de Ética Médica, na sua atuação e de que forma o CRM-MS pode intervir. Segundo o presidente da Sociedade Sul-mato-grossense de Otorrinoralingologia, Pedro Ricardo Dias, três questões são atualmente alvo de debates entre os médicos dessa especialidade: tabela de honorários, uso de novas tecnologias nos procedimentos e o direito do profissional em recusar-se a prestar atendimento. “Estamos animados com essa iniciativa de nos aproximarmos mais do CRM-MS. Temos muitas questões éticas para debater, como os direitos e deveres dos profissionais e nossas limitações de atuação. Acredito que temos pontos comuns com o que o CRM já está debatendo, então podemos aproveitar bastante desses encontros”, afirmou Pedro Dias. As dificuldades de atuação dos otorrinoralingologistas, tanto dentro da rede pública quanto privada, não diferem muito das dos outros especialistas. Na rede privada, a relação com os planos de saúde tem deixado os profissionais descontentes. A gestão do Sistema Único de Saúde também foi criticada. Segundo os profissionais da área, a espera por uma cirurgia de ouvido, pelo SUS, pode ser de até 10 anos, já que apenas um médico está credenciado para realizar esse tipo de procedimento hoje no Estado. O conselheiro Antonio Carlos Bilo orienta para que o profissional tente sempre buscar uma solução junto ao gestor. “Se a demanda é muito grande e não se trata de urgência e emergência, o médico não é obrigado a fazer. Mas, nesse caso, o gestor deveria possibilitar a realização de mais procedimentos. Os pacientes têm o direito de requerer mais agilidade e se uma denúncia chega ao CRM-MS devemos investigá-la”, explicou, completando: “O Conselho está para proteger a sociedade da má prática médica”. A avaliação do encontro, segundo o conselheiro Antonio Carlos Bilo, foi a melhor possível. “As sociedades estão acolhendo nosso chamado e se sentem motivadas a vir falar de seus anseios com o Conselho. Estão vendo que o CRM, além da atuação cartorial, judicante e fiscalizadora tem por princípio levar à população a boa prática da Medicina e cobrar do gestor de saúde condições adequadas para o desempenho profissional e, para isso, conta com a denúncia do médico quanto a condições precárias de atendimento, quando existirem.” Também participaram da reunião os Conselheiros Alberto Cubel Júnior e Rosana Leite de Melo.

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