Karine Cortez O alto índice de mortalidade materna em Mato Grosso do Sul foi um dos temas discutidos ontem no XX Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Brasil Central que será realizado até o próximo dia 11, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, Antônio Lastória, o Estado está entre os que apresentam maior número de mortes, sendo, 63 para cada 100 mil nascidos vivos. “Nosso índice é considerado o maior de todo o Brasil e, por conta disso, estamos levantando os debates para ver o que pode ser feito no intuito de melhorar o atendimento à mulher gestante”, enfatizou Lastória. Ele ressaltou que para reduzir esses números será necessário um trabalho conjunto entre gestores em saúde, médicos e pacientes. Segundo a enfermeira obstetra, Ilda Guimarães de Freitas, existem muitos casos em que a gestante aparece para fazer o pré-natal no sétimo mês de gestação. Ela explicou ainda que as 63 que morrem são mulheres que estavam em estado de risco porque possuiam algum tipo de doença como hipertensão e diabetes. Antônio Lastória, por sua vez, enfatizou que o objetivo do evento é definir de que forma a atenção básica pode ser organizada no sentido de dar assistência à mulher gestante no pré-natal, na hora do parto ou no pós-parto. Um exemplo citado ontem durante a abertura do congresso foi a prática do parto humanizado. Este procedimento foi implantado há dois anos no Hospital São Francisco de Assis, na cidade de Tupã (SP) onde o índice de mortalidade materna é zero por isso tornou-se referência no país. “O trabalho da equipe multidisciplinar do parto humanizado é resgatar a prática do parto normal, onde a protagonista seja apenas a mãe. Hoje, a maioria das mulheres não possui autonomia durante o parto. O médico é quem tem feito tudo”, enfatizou o ginecologista do Hospiptal São Francisco, Antônio Carlos Pacheco”. (fonte: jornal Correio do Estado – 09.10.2008)

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