
A Comissão de Bioética do Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou reunião na manhã desta sexta-feira (06) para aprofundar a análise do Juramento de Hipócrates e discutir sua utilização nas cerimônias de colação de grau dos cursos de Medicina no Brasil. O encontro foi coordenado pelo presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e contou com a participação dos conselheiros federais Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, Dilza Ambrós Ribeiro, Yáscara Lages Pinto, Raphael Câmara e Alcindo Cerci Neto, além dos demais integrantes do colegiado.
Durante a reunião, foram apresentadas quatro versões do Juramento de Hipócrates, amplamente utilizadas no país, além da Declaração de Genebra, considerada a formulação contemporânea dos compromissos éticos da medicina. Os trabalhos incluíram análises comparativas de traduções brasileiras e internacionais, bem como referências históricas e filosóficas sobre o juramento, seu valor simbólico e seu papel na formação da identidade profissional do médico.
Um parecer técnico destaca que o Juramento de Hipócrates, enquanto clássico da humanidade, não deve ser modernizado ou alterado, mas compreendido em sua forma original, com estudo prévio de seus valores éticos e profissionais. Segundo a Comissão, versões modificadas do juramento podem acarretar perda de sentido histórico e fragilização de princípios fundamentais da ética médica. O relatório será apreciado pelo plenário do CFM, que definirá sua aplicação, com possível recomendação às escolas médicas.