O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza nesta quarta-feira (30), o III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia, com o tema central “Refração”. A organização é do conselheiro federal Cleiton Cássio Bach, suplente por Rondônia e coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia. A programação vai das 9h às 14h. Os inscritos participam por videoconferência (Zoom), e o evento também é transmitido pelo YouTube.
Acompanhe ao vivo:
https://www.youtube.com/live/kQ2rtNeiEzg?si=pJgVg3fQWJKRUYuQ
A abertura contou com o 1º vice-presidente e presidente em exercício do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, com Bach e com a presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Maria Auxiliadora Monteiro Frazão.
Emmanuel Fortes lembrou que o CFM mudou sua forma de trabalhar com as câmaras técnicas. Em vez de apenas responder a consultas, os coordenadores passaram a ser protagonistas na formulação de propostas para cada especialidade. Ele disse que o fórum trata tanto da segurança do Ato Médico quanto da relação da medicina com a sociedade, incluindo a invasão de competências profissionais.
O presidente em exercício afirmou que a medicina não pode ser mercantilizada, mas mantém uma relação real com o mercado, que deve seguir princípios e preservar a relação médico-paciente. Segundo ele, a Oftalmologia tem estrutura para contribuir com essa visão. Também defendeu que os médicos, a partir de suas sociedades de especialidade, aprendam a distinguir custos de honorários.
Ao discursar, Bach afirmou que a refração “não é um fim em si mesmo” e que ela integra uma avaliação médica complexa. Segundo ele, a queixa de visão embaçada pode ser uma ametropia comum, mas também pode indicar diabetes descompensado, ceratocone, tumor intracraniano ou lesão vascular da retina. Para o coordenador, discernir a causa de um sintoma é realizar diagnóstico, competência que a Lei do Ato Médico atribui ao médico.
Bach também disse que a consulta para prescrição de óculos costuma ser a única oportunidade de uma pessoa sem sintomas ser examinada por um oftalmologista. Doenças como o glaucoma e as retinopatias diabética e hipertensiva, explicou, evoluem sem sinais precoces. Um teste refrativo desvinculado do Ato Médico, na avaliação dele, cria uma falsa sensação de segurança e pode adiar diagnósticos.
Fortalecimento da especialidade – Maria Auxiliadora Frazão destacou que a aproximação entre as instituições fortalece a Oftalmologia e a medicina brasileiras e defendeu que as entidades atuem juntas em favor da boa prática e dos pacientes.
Veja, abaixo, convite feito por conselheiros do CFM para que os oftalmologistas participassem do evento.