Daniela Rocha A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) deve implantar até o início de junho uma Central de Regulação de Especialidades Médicas em Campo Grande. O objetivo é regular os atendimentos a pacientes do Interior e acabar com a sobrecarga do sistema público de saúde da Capital. No ano passado, foram feitos 1,9 milhões de atendimentos na cidade, entre consultas e exames. Esse número é 2,6 vezes maior que o total da população de Campo Grande(724.524). Segundo o secretário de saúde pública,Luiz Henrique Mandetta, 50% (950 mil) do total de atendimentos é de pacientes do interior do Estado. Nesse total de pacientes do Interior, estão atendimentos pactuados entre a Prefeitura de Campo Grande e os municípios, por meio da Programação Pactuada e Integrada(PPI), mas há também muitos pacientes além do que é previsto nos acordos. A PPI é um projeto instituído pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de organizar a rede de serviços de saúde pública. A partir de critérios estabelecidos entre municípios, o ministério destina ás cidades os recursos financeiros referentes ao atendimento feito á população local e aos moradores deoutras cidades.Segundo Mandetta, na pactuação é estipulado o número de pacientes que serão atendidos ao mês, mas isso não vem sendo respeitado, por conta disso a rede municipal está sobrecarregada e tendo custos além do previsto. Todo o equipamento que será utilizado na central já foi comparado e os servidores estão sendo capacitados. O local exato onde funcionará a central não foi decidido, mas há a possibilidade que seja implantada na Casa da Saúde do Estado, na Avenida Afonso Pena coma Rua Bahia. O órgão fará a regulaçãodos atendimentos e exames feitos no Centro de Especialidades Médicas Municipal(CEM) e dos atendimentos ambulatóriais do Hospital Regional (HR), Hospital Universitário(HU) e da Santa Casa.Os atendimentos de urgência da cidade continuarão a ser regulados pelo Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Interior, pela Central de Regulação de Vagas do Estado. Em princípio,a regulação dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde não acontecerá, mas a intenção é ampliar o controle para elas também. “Campo Grande está sendo sobrecarregada com casos que poderiam ser atendidos em outros locais. A central vem para resolver isso, masainda não sabemos em quantos reduzirá o atendimento após a implantação”, diz Mandetta. A secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi,afirma que, a implantação da central faz parte de um acordo pactuado no ano passado. “Serão três complexos reguladores, o de Dourados já está funcionando, o de Três Lagoas será inaugurado dia 29 de junho e o da Capital será o último”. Segundo Beatriz, com a implantação das centrais será possível otimizar o atendimento e detectar deficiências no sistema.Sobre apossibilidade de redução de atendimento na Capital, a secretária afirma que, isso só ocorrerá se a cidade estiver atendendo pacientes além do que foi pactuado. Residentes Uma das consequências da sobrecarga de atendimentos em Campo Grande é a redução de cirurgias eletivas na Santa Casa da cidade. Há três meses, os procedimentos são feitos esporadicamente, pois as cirurgias de emergência são priorizadas. Por conta dessa redução, os 56 médicosresidentes do hospital iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado. Segundo eles,a suspensão dos procedimentos estaria prejudicando o aprendizado dos residentes. Nos últimos três meses, 1,2 mil cirurgias eletivas deixaram de ser feitas. Hoje, pela manhã, eles forão uma mobilização em frente ao ambulatório. (fonte: jornal O Estado de Mato Grosso do Sul – 10.06.2008)

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