Estima-se que no Brasil existem dois milhões de autistas

Nos últimos anos houve um aumento considerável na quantidade de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com dados divulgado pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, a estimativa mundial passou de um caso à cada 500 crianças para um caso a cada 100 nascidos.

O tema foi debatido nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS), durante “I Simpósio de Interação Fonoaudiologia e Pediatria: Alinhando discursos”.

Segundo a organizadora do evento, Luciene Lovatti, o encontro faz parte de um ciclo de palestras, “estamos discutindo sobre temas atuais e relevantes para a evolução intelectual infantil, como o desenvolvimento da fala e linguagem na primeira Infância, o uso de tecnologias, o transtorno do Espectro Autista (TEA), entre outros. Debates como estes são fundamentais para diagnósticos precoces e prognósticos cada vez mais eficazes”.

O presidente do CRM/MS, Celso Rafael Gonçalves Codorniz ressaltou esses encontros são benéficos tanto para a classe médica quanto para a população. “O Conselho se alegra em promover a interação entre as especialidades, esta troca de conhecimento só tende a trazer resultados positivos”.

Este segundo bloco do Simpósio contou com as palestras das fonoaudiólogas Priscila Viração e Marilisa Baioni, que discorreram sobre o aumento significativo do transtorno do espectro autista, sinais e sintomas prévios, importância do pediatra no encaminhamento dos casos de TEA para diagnóstico e intervenção precoce, e diferentes abordagens terapêuticas.

De acordo com a fonoaudióloga Priscila Viração, o papel do pediatra é fundamental para o diagnóstico antecipado e prognósticos positivos. “Os pediatras estão próximo aos pais, são eles quem conseguem observar sinais de alerta e encaminhar para uma checagem mais profunda, também são eles que sensibilizam a família para participar do processo de interação que é essencial para bons resultados”.

Sobre o aumento dos casos, a fonoaudióloga Marilisa Baioni explicou que houve uma melhora na taxa de sucesso dos diagnósticos. “Até os anos 90 o autista leve era visto e tratado como crianças com deficiência mental, além disso, temos uma aceitação melhor dos pais que tem buscado orientação e tratamento”.

O III bloco do “I Simpósio de Interação Fonoaudiologia e Pediatria: Alinhando discursos”. Será no dia 24 de outubro e abordará os temas: “Deficiência auditiva e implicações das alterações de processo auditivo central”.

Veja as fotos do evento

 

Ariadne Carvalho – Abaetê Comunicação

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