O linfoma, um grave tipo de câncer do sangue, já é a quinta causa de morte de pacientes oncológicos, atrás apenas do câncer de próstata, mama e tubo digestivo. A constatação é de Carlos Chiattone, presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), instituição vinculada à Associação Médica Brasileira que reúne profissionais da especialidade. O problema é que não existem campanhas de orientação às pessoas para estimular a ida ao médico para a detecção da doença em sua fase inicial, quando as chances de cura são maiores. No Brasil, todo ano surgem cerca de 60 mil novos casos da doença, a maioria em estágio avançado, com dificuldades para o tratamento. A demora no tratamento ou o tratamento incorreto provoca um grande número de mortes. A data de 15 de setembro é lembrada em vários países como o Dia Mundial de Conscientização sobre linfomas. A expectativa do presidente da SBHH é que os governos realizem campanhas junto à população em geral. “Enquanto para outros tipos de câncer há vários esforços para a obtenção do diagnóstico precoce, para o linfoma não há nenhuma ação neste sentido por parte das autoridades governamentais. A grande maioria da população não conhece os sintomas da doença.” Esse quadro gera graves problemas sociais e econômicos para o próprio governo. Outro problema que afeta os pacientes com linfoma é que nem todos os que são diagnosticados conseguem tratamento de última geração. Neste sentido, Chiattone comenta que “é falta de ética médica não oferecer tratamentos mais modernos para os pacientes, sob a alegação de alto custo”. Esforços estão sendo feitos pelas entidades da área médica, junto ao governo para disponibilizar medicamentos largamente usados na Europa e nos Estados Unidos e que aumentam as chances de cura. São remédios que, entre outros benefícios ao paciente, atingem somente as células cancerosas preservando as sadias. Saiba mais Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. Esta doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; no entanto, é mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior freqüência entre 25 a 30 anos. Os órgãos e tecidos que compõem o sistema linfático incluem linfonodos, timo, baço, amígdalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. A linfa, um líquido claro que banha estes tecidos, contém proteínas e células linfóides. Já os linfonodos (gânglios) são encontrados em todas as partes do corpo, principalmente no pescoço, virilha, axilas, pelve, abdome e tórax; produzem e armazenam leucócitos denominados linfócitos. Fatores de risco Pessoas com sistema imune comprometido, como conseqüência de doenças genéticas hereditárias, infecção pelo HIV, uso de drogas imunossupressoras, têm risco um pouco maior de desenvolver a doença. Membros de famílias nas quais uma ou mais pessoas tiveram diagnóstico da doença também têm risco aumentado de desenvolvê-la, mas não se deve pensar que é certo de acontecer. Sintomas A doença pode surgir em qualquer parte do corpo e os sintomas dependem da sua localização. Caso se desenvolva em linfonodos que estão próximos à pele, no pescoço, axilas e virilhas, os sintomas provavelmente incluirão a apresentação de linfonodos aumentados e indolores nestes locais. Se a doença ocorre na região do tórax, os sintomas podem ser de tosse, “falta de ar” (dispnéia) e dor torácica. E quando se apresenta na pelve e no abdome, os sintomas podem ser de plenitude e distensão abdominal.Outros sintomas incluem febre, fadiga, sudorese noturna, perda de peso, e prurido (“coceira na pele”). (fonte: SBHH – 10.09.08)

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