Lucia Morel A superlotação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de emergência nos hospitais de Campo Grande e as horas e mais horas de espera por uma vaga podem estar com os dias contados. Além da Santa Casa, que está implantando 23 novos leitos que ficarão prontos ainda este ano, o Hospital Regional também passa por obras e 67 novos leitos de UTI estarão disponíveis até 2010, segundo o diretor-clínico do HR, José Roberto de Almeida e Silva. Assim, no próximo ano, 90 novos leitos de UTI estarão a disposição da população, totalizando 241 vagas, contando com as 151 já existentes. Reportagem publicada no jornal O Estado no sábado(11), mostrou que 199 leitos de terapia intensiva e emergência estão ocupados, uma sobrecarga de 48 pacientes. A deficiência é confirmada por gestores da saúde pública e, por conta desse colapso, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) contratou na semana passada dois leitos de UTI no hospital privado Sírio-Libanês. “Será um alívio para o sistema público de saúde, porque hoje, o maior problema é exatamente a falta de leitos”, afirma o coordenador do Serviço Móvel de Urgência (Samu), Eduardo Cury. Várias especialidades serão atendidas com os novos leitos. Na Santa Casa, das 23 vagas que serão abertas, 15 são de UTI adulto e oito para a Unidade Coronariana (UCO). No Regional, hoje há 41 leitos de UTI e outros 16 na UTI intermediária. Os novos 67 leitos servirão nas áreas de: 20 para adultos e 20 na intermediária, 10 na unidade neonatal, outras oito na UCO e nove na emergência. “As obras ficam prontas até dezembro. A partir daí começa o processo de instalação de equipamentos e as licitações, que podem gerar atrasos, mas acredito que ainda no ano que vem essas unidades serão inauguradas”, avalia. A obra total no Hospital Regional está orçada em R$ 8 milhões, investidos exclusivamente pelo governo do Estado, segundo o diretor-clínico. A abertura de novos leitos em Campo Grande vai desafogar o setor em Mato Grosso do Sul, já que grande parte dos pacientes que utilizam o serviço vem dos municípios do interior. Conforme o diretor-clínico da Santa Casa, Carlos Barbosa, a demanda por atendimento em UTIs e emergência é sempre crescente e a instalação de mais leitos vai melhorar a qualidade do atendimento e suprir essa demanda. “A população aumentou assim, o número de leitos vai ficando defasado. A estrutura da Santa Casa foi construída para a década de 70 e já não é suficiente para atender todo mundo, ainda mais quando há tantos pacientes do interior que são encaminhados para cá”, afirma. (fonte: jornal O Estado de Mato Grosso do Sul – 13.07.09)

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