A segunda capacitação “Reunião Técnica sobre a Influenza A (H1N1) e outras Influenzas” realizada, ontem (09) na Capital, com a participação dos 32 municípios que integram a macrorregião de Campo Grande “foi um sucesso, os trabalhos ocorreram melhor que o esperado e melhor ainda se comparado com a primeira capacitação que oferecemos em maio”, afirmou o diretor de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, Eugênio Barros. A principal diferença da atual capacitação em relação à anterior é a de que os participantes tem à disposição um boneco onde podem treinar na prática a melhor maneira de realizar no paciente a coleta de secreção para envio de análise laboratorial. Também houve um período de esclarecimento sobre o novo protocolo de manejo clínico alterado pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (8). A mesma reunião vai acontecer na macrorregião de Dourados, no dia 13 de junho, no Residence Hotel (Wamilton Finamore, 920 Vila Industrial), a partir das 8 horas. No evento devem participar representantes dos 28 municípios a seguir: Caarapó, Douradina, Dourados, Itaporã, Laguna Carapã, Rio Brilhante, Deodapoilis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Jateí, Vicentina; Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo, Naviraí; Amambai, Antonio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas, Tacuru. A capacitação na macrorregião de Três Lagoas será realizada no município de Nova Andradina, no Primavera Palace Hotel (Santa Lucia, 1208 Centro), também a partir das 8 horas. Além desses dois municípios devem marcar presença: Anaurilândia, Angélica, Batayporã, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Taquarussu; Água Clara, Bataguassu, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria; Aparecida do Taboado, Cassilândia, Inocência, Chapadão do Sul. Em todas as reuniões haverá a presença de técnicos da Vigilância Epidemiológica da SES, da Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa), do Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen) e de alguns médicos e profissionais convidados pela secretaria. O público alvo são médicos e responsáveis pela Vigilância Epidemiológica, pela Assistência à Saúde e pela coleta de amostra de nasofaringe de cada um dos municípios. Influenza A (H1N1) A gripe que se transformou em pandemia é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. No Brasil, a confirmação da Influenza A (H1N1) é feita pelos três laboratórios de referência para o diagnóstico da doença (Fundação Oswaldo Cruz/RJ, Instituto Evandro Chagas/PA e Instituto Adolf Lutz/SP). Como ainda não há uma forma concreta de prevenção é importante que as pessoas tenham alguns cuidados básicos como: lavar bem as mãos com freqüência, evitar compartilhar pratos, talheres e alimentos, cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, para evitar contato com secreções. A secretaria deixa claro aos sul-mato-grossenses que não há motivo de desespero ou pânico por parte da população, pois, a situação tanto no Estado, quanto no País, está sob controle. Novo Protocolo A situação epidemiológica atual, no Brasil e no mundo, em relação à Influenza A (H1N1) caracteriza-se como pandemia predominantemente com casos clinicamente leves, com baixa letalidade. Diante dessa situação, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estratificou os países em: com transmissão sustentada (México e Estados Unidos, por exemplo); sem ocorrência de casos; em transição (ainda sem evidências de transmissão comunitária, por exemplo, o Brasil). Durante os últimos dois meses a estratégia de enfrentamento foi baseada em medidas de contenção – identificação precoce, tratamento e isolamento de casos e no seguimento de seus contatos próximos. No cenário atual esta estratégia perde importância e efetividade, requerendo medidas mais integradas de monitoramento da situação epidemiológica e de priorização da assistência aos casos graves ou com potencial de complicação. Agora, considera-se caso suspeito de doença respiratória aguda grave o indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre elevada, acompanhada de tosse OU dor de garganta, acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, E dispnéia ou outro sinal de gravidade, por exemplo, ausculta compatível com pneumonia ou quadro clínico, laboratorial ou radiológico compatível com pneumonia. O protocolo aponta quatro grupos que caracterizam-se como “Fatores de risco para complicações por influenza”: idade – inferior a dois ou superior a 60 anos de idade; imunodepressão: por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de medicação imunossupressora; condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, diabetes mellitus; cardiopatias, pneumopatias e doenças renais crônicas; mulheres em período de gestação. (fonte: jornal online MS Notícias – 10.07.09)

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