Jorge Franco com informações da assessoria O programa do Ministério da Saúde que prevê a distribuição gratuíta de preservativos em escolas públicas através de máquinas, acabou provocando polêmica durante a sessão ordinária desta quinta-feira (dia 3), no Plenário Oliva Enciso, na Câmara Municipal de Campo Grande. Ao explicar que os alunos da rede pública de ensino terão apenas que inserir uma ficha para ter acesso ao preservativo, o diretor-adjunto do programa nacional de Aids, Eduardo Barbosa, irritou os vereadores ao afirmar que a máquina evitará o possível constrangimento de solicitar a camisinha ao agente de saúde ou o educador. Líder do PMDB na Câmara, Paulo Siufi, considerou que este tipo de ação banaliza o sexo. O vereador criticou também a proposta de que operações de mudança de sexo sejam oferecidas através do SUS (Sistema único de Saúde). “As coisas não podem acontecer sem que ninguém tome conhecimento ou atitude contrária. Troca de sexo pelo SUS, camisinhas distribuídas por máquinas nas escolas como se fosse refrigerante. Não acredito que disponibilizar preservativo em uma máquina dentro de uma escola seja o melhor caminho de orientação sexual para os jovens, pelo contrário. Acredito, como médico e chefe de família, que é aí que vamos encaminhar o sexo para a vulgaridade. Vamos lutar contra isso da mesma forma que temos lutado contra a venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina. Vamos ficar ao lado da decência e dos bons costumes”, avisou Paulo Siufi. Seu pronunciamento motivou a manifestação de outros vereadores como Gilmar Olarte (PP), Alcides Bernal (PP) e Edmar Neto (PSDB). Os dois primeiros fizeram coro a Siufi. “Apoiamos 100% seu discurso. Procuramos desculpas para acomodarmos nossos maus hábitos. A família está sendo prejudicada pela infidelidade. Este vereador, que não tem medo de cara feia e de ameaças, estará também nesta luta pela família”, assegurou Gilmar Olarte. Para Alcides Bernal, é preciso prioridade nas ações de saúde: “Priorizar troca de sexo enquanto tem gente precisando de mais atendimento básico ou medicamento é revoltante”, opinou e foi além: “Troca de sexo não é prioridade, é zombar do povo mais sofrido. É um problema grave. Os veículos de comunicação estão sexualizando demais. Há cenas tórridas em canais de TV, fazendo propaganda do homossexualismo, isso está errado. Não pode a bandeira da liberdade ser confundida com libertinagem”, defendeu. Já o líder do PSDB, Edmar Neto disse concordar com a defesa dos bons costumes e da família, mas alertou para a importância do sexo seguro: “Já existem preservativos gratuitos nos postos de saúde. O cidadão pode pegar lá, é política de saúde do nosso País para a prática de sexo seguro. Tanto é que o Brasil tem uma política de combate à AIDS elogiada em todo o planeta. A distribuição de preservativos contribuirá para combater o aborto. É obvio que o ministro não esta oferecendo camisinha para criança. Sexo seguro não é banalização nem hipocrisia, é um assunto sério, questão de saúde e defesa do cidadão”, disse Edmar Neto. (fonte: jornal Midiamax News – 03.07.2008)

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