Fernanda Mathias e Paulo Fernandes O CRM (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) emitiu nota nesta terça-feira em que volta a alertar sobre a situação caótica de prontos socorros dos principais hospitais de Campo Grande. A entidade informa que os médicos estão trabalhando sobrecarregados, em condições ruins e que a categoria não é a responsável pelo problema e sim os gestores. “A classe médica também é vítima deste “cenário sombrio”, permanecendo na linha de frente do atendimento”, informa. O problema se concentra na Santa Casa, Hospital Regional Rosa Pedrossian e Hospital Universitário e vem se agravando. O presidente do CRM-MS, Antonio Carlos Biloenquanto, afirma que antes não havia vagas disponíveis para a Unidade de Terapia Intensiva, atualmente estão faltando vagas nas salas de emergência, com permanência de pacientes graves porque não se tem lugares adequados (vagas) para alojá-los, havendo dificuldade até mesmo de locomoção das equipes de socorro, devido à superlotação. “As condições só seriam mais desumanas se a estes mesmos pacientes (que lotam as salas de emergências e os corredores dos hospitais) não fosse permitida a entrada no hospital”, avalia o presidente. Sobre o tempo para atendimento, justifica: “Se há demora é porque é humanamente impossível para os médicos e a equipe de enfermagem darem conta da enorme demanda existente”. Para a entidade, não há dúvidas de que os investimentos feitos na saúde pública em Mato Grosso do Sul são insuficientes para proporcionar condições adequadas e humanas de trabalho nos pronto-socorros. Governo – Questionado sobre o assunto, o governador, André Puccinelli (PMDB), disse que “a saúde nunca vai ter dinheiro que chegue porque é um investimento no ser humano e sempre vai ser um reclamo”. Ele disse que hoje a prefeitura da Capital investe 24% do orçamento na saúde, mas que a evolução de procedimentos sempre exige valores maiores. O governador não quis se posicionar sobre a intervenção na Santa Casa que este ano, por decisão da Justiça, chegou ao fim: “quando o Nelsinho (prefeito) me ligou para falar sobre intervenção eu disse a ele que intervenção a gente sabe como entra e não sabe como sai”, afirmou. Ele defendeu unificação de ações na área de saúde. (fonte: jornal online Campo Grande News – 02.06.09)

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