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Fórum de Infectologia do CFM destaca importância do médico no controle de doenças
Qui, 23 de Maio de 2019 13:38

O protagonismo do médico no diagnóstico, notificação e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias, teve destaque durante o II Fórum de Infectologia do Conselho Federal de Medicina (CFM). O evento reuniu nesta terça-feira (21) infectologistas e representantes do Ministério da Saúde, universidades e sociedades de especialidades. O evento foi aberto pelo presidente da autarquia, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, e pelo coordenador da Câmara Técnica de Infectologia do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, também 3º vice-presidente do Conselho.

A preocupação com a volta de doenças como a sífilis e outras endemias como aids e hanseníase levou a Câmara Técnica a realizar o encontro, explicou o diretor do CFM, Emmanuel Fortes. “Temos projetos belíssimos de vigilância epidemiológica e uma execução pífia no controle de doenças. Com esse evento, esperamos dar uma resposta à sociedade e dedicar nosso empenho para que os médicos se envolvam e possamos diminuir essas taxas”, aposta o coordenador da Câmara Técnica.

Política de Vigilância em Saúde – a conferência de abertura do encontro foi proferida pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Wanderson Kleber de Oliveira. Ele destacou na apresentação que o foco principal da atual gestão tem sido a imunização, com a realização de campanha junto à população para “tentar reverter as quedas na cobertura vacinal”. Para que seja possível um conhecimento real do quadro epidemiológico brasileiro, o secretário afirmou que, com o apoio do CFM, quer tornar mais fáceis os termos de notificação pelos médicos. “Na prática, 99% das notificações quem faz é o médico. É fundamental o papel dele na vigilância em saúde”, avaliou.

Ainda pela manhã, o encontro discutiu a formação do médico para a saúde pública e o papel do Conselho Federal de Medicina. O 2º secretário do CFM, Sidnei Ferreira, destacou que a medicina é a profissão de maior credibilidade no país, de acordo com pesquisa Datafolha em 2016, mas que problemas como o subfinanciamento e a má gestão e a falta de um sistema de controle social e avaliação dificultam o trabalho do médico.

O encontro abordou o recrudescimento de doenças antes controladas que voltaram, como a hanseníase. Sobre a doença, o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gerson Fernando Mendes Pereira, fez um histórico recente do programa no Ministério que desenvolve ações sobre o tratamento e prevenção da doença.

Erradicação da Hepatite C - Entre as ações previstas, o dirigente afirmou que o Departamento investirá na facilitação do diagnóstico. Quanto à hepatite C, o tratamento disponível no SUS tem sido eficaz, de acordo com Gerson Fernando. Ele afirmou que a meta do Ministério é erradicar a doença até 2030.

A apresentação foi seguida de palestra do coordenador da Câmara Técnica de Infectologia, Emmanuel Fortes, sobre o que deve ser centralizado em saúde. O conselheiro defendeu a adoção de estratégias “não para prevenção de febre amarela, dengue e chikungunya, mas que em relação à saúde pública, tenhamos cidades saudáveis, saneadas e com funcionários públicos imbuídos do propósito da defesa da saúde, sendo necessário repensar se os controles locais dos programas de saúde pública precisam de nova hierarquização, centralizada no Ministério da Saúde, através de mecanismos de regionalização”.

O II Fórum de Infectologia do CFM foi transmitido ao vivo pelo canal do Conselho no YouTube. Acesse aqui a íntegra do vídeo.

 
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